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10 filmes sobre PUNK!

em 11 de fevereiro de 2025


Hey pessoal!

Tempos atrás me deparei com uma matéria muito legal citando os "10 melhores filmes sobre punk rock". Eu como amante do estilo punk e amante do cinema achei essa junção perfeita e salvei a listinha com os filmes pra assistir e fazer a minha versão desse post aqui hehe!


Demorei alguns meses, mas assisti tudo, então deem valor heim!! Porque hoje finalmente venho compartilhar uma breve sinopse de cada filme e também minha opinião sobre todos! Bora lá, que esse post tá muitooo especial 🤘

01. Rock ’n’ Roll High School (1979)
02. ​The Decline of Western Civilization (1981)
03. Ladies and Gentlemen, The Fabulous Stains (1982)
04. Valley Girl (1983)
05. Suburbia (1984)
06. Sid and Nancy (1986)
07. ​SLC Punk! (1998)
08. What We Do Is Secret (2007)
09. We Are the Best! (2013)
10. Green Room (2015)

Rock ’n’ Roll High School (1979)


Sinopse do filme
Dirigido por Allan Arkush, o filme mostra uma diretora que vive em pé de guerra com os alunos que não querem estudar e só pensam em ouvir Rock & Roll. A líder destes alunos, a maior fã dos Ramones, acaba fazendo alguns exageros pela banda, como passar 3 dias em uma fila para comprar ingressos, ou ainda, quase morrer para entregar a letra de uma música (a que serve de tema para o filme) para o vocalista de sua banda favorita… os Ramones!

Sobre o filme
Me lembrou bastante o filme No Pique de New York, porém dos anos 70/80. Não sou fã de comédia, mas é um filme divertido e bem caótico haha. Se você quer saber como eram os filmes adolescestes daquela época, esse é um ótimo exemplo! Achei bacana porque os Ramones estão no filme e tocam várias músicas, pra quem é fã, sem dúvidas é incrível! Também achei legal que demonstra bem o espírito do que é ser punk, no sentido de ir contra as autoridades e lutar pelo que você acredita. Não foi meu preferido, mas sem dúvidas acredito que esse filme marcou história e gerações.

The Decline of Western Civilization (1981)


Sinopse do filme
Juventude Decadente, dirigido por Penelope Spheeris (que também dirigiu "Os Batutinhas" chocada com isso!!!), é um documentário que mostra a cena punk rock californiana no final da década de 70 e começo dos anos 80. Penelope conseguiu captar sequências históricas de shows marcados por performances musicais eletrizantes e até mesmo algumas confusões entre músicos e plateia. Além disso, a cineasta teve o timing certeiro de focalizar as entrevistas com os integrantes das bandas em locais inusitados e em perfeita sintonia com o espírito desses grupos. Um exemplo, são os jovens e desajustados punks do emblemático Black Flag conversando dentro da igreja abandonada em que alguns deles moravam, enquanto o autodestrutivo e carismático Darby Crash, líder da banda Germs, discorre sobre a sua banda e a vida enquanto frita um ovo no muquifo sujo onde mora com o restante da banda. 

Sobre o filme
Difícil escrever sobre esse filme, mas vamos lá. Primeiro ponto: incrível ser um documentário, mostrar os reais punks da época, várias bandas...Segundo ponto: a diretora ser uma mulher, apenas sensacional! Fico imaginando como foi na época em que essa mulher resolveu literalmente se enfiar no meio das bandas punk e entrevistar os caras, sério, incrível.
Um destaque: o que as pessoas achavam do famoso pogo, rodinha punk, mosh ou como queiram chamar. Foi aí nessa época com o movimento punk que essa "dança" surgiu. As pessoas ficavam tão eletrizadas, cheias de energia e raiva que ao meu entendimento o pogo surgiu naturalmente como forma de liberar todo esse sentimento. Como era algo novo e o próprio punk tinha muita raiva envolvida em suas músicas, as pessoas não sabiam lidar muito bem com aquilo e o pogo beirava a violência. Era uma mistura de "apenas uma dança pra se divertir" com os caras batendo nos outros e indo parar no hospital. Uma energia caótica.
Como disse no começo, é difícil escrever sobre esse documentário, pois tem muitas problemáticas; sem dúvidas na época acredito que isso não era tão evidente, mas hoje assistindo as entrevistas dos músicos e da galera que curtia os shows naquele época, vemos que são pessoas viciadas real em drogas, com problemas como depressão, e sérios problemas familiares. Eu como sendo uma boa amante do punk, entendo o próprio gênero como forma de se rebelar contra todo esse sofrimento, porém me questionei: se aquelas pessoas tivessem oportunidades, estrutura familiar, apoio até do próprio governo, elas sem dúvidas seriam pessoas diferentes, mais felizes e até muitas delas estariam vivas, pois alguns dos músicos mostrados no documentário como Darby Crash morreu de overdose com apenas 22 anos. Eu amo o punk e tudo o que ele representa, sem dúvidas foi um grito de socorro pra muitas gerações, principalmente quando esse gênero surgiu e o que me deixa triste é perceber que esse grito de socorro não foi ouvido e por muitas vezes até hoje ainda não é ouvido.

Bônus: Juventude Decadente é na verdade uma trilogia, sendo o primeiro este que citei, o segundo é The Decline of Western Civilization Part II: The Metal Years que fala sobre o gênero de metal e o terceiro é The Decline of Western Civilization Part III (1998), que mostra o  estilo de vida punk de adolescentes sem-teto. Este terceiro eu assisti e também fiquei com o mesmo sentimento: pessoas desajustadas, com famílias problemáticas que acabam entrando no punk como uma maneira de sobreviver no mundo.

Ladies and Gentlemen, The Fabulous Stains (1982)


Sinopse do filme
Depois da morte de sua mãe, Corinne Burns passa a trabalhar em uma rede de fast-food para sustentar a família. Certo dia, ela dá uma entrevista a um jornalista, acaba se exaltando e é demitida. Corinne então decide formar uma banda de punk rock, a Stain, com sua irmã e uma prima. Embora as três não tenham qualquer experiência ou talento para música, uma jornalista considera o discurso de Corinne um exemplo para as mulheres. Com isso, a banda ganha espaço e sai em turnê.

Sobre o filme
Acredito que tudo o que esse filme representou para a época e até para os dias de hoje, vai além de gosto pessoal. Primeiro que pesquisando mais sobre, descobri que tem participação de Paul Simonon, do The Clash, Steve Jones e Paul Cook, do Sex Pistols!!! Mas o que chama mais atenção no filme é a rebeldia com causa da vocalista da banda Stain, ela fala o que todo mundo gostaria de falar, mas não tem coragem, ela prega o feminismo de um jeito único e mostra para as meninas da época que elas são muito mais do que um corpo, que elas podem ser tudo o que elas quiserem. Destaque para os looks, o cabelo e a maquiagem incrível e impactante da protagonista. Sem dúvidas dá muita vontade de copiar assim como as fãs da banda fazem no próprio filme. Não tem como não ser influenciada.
Deixo aqui uma frase que encontrei sobre o filme e que diz TUDO sobre o mesmo: "Não tem nada mais punk rock que ser uma mulher que fala." 

 Valley Girl (1983)


Sinopse do filme
Julie Richman (Deborah Foreman) é uma menina nascida e criada num bairro de classe média. Depois de ter terminado com o namorado, ela vai à festa mais esperada da temporada onde conhece o punk Randy (Nicolas Cage), um aventureiro e sensível rapaz de Hollywood. Não demora muito para os dois se sentirem atraídos um pelo outro. Entretanto, esta relação não irá agradar a todos. Julie deverá decidir o que é mais importante na sua vida: o amor pelo rapaz ou a aprovação das amigas.

Sobre o filme
Valley Girl ou Sonhos Rebeldes em português é um filme de comédia romântica bobinho dos anos 80. Não entendi muito bem do porquê desse filme estar na lista de "filmes punks", talvez pelo personagem do Nicolas Cage que é  considerado "diferente" dos demais, mas ainda sim, ao meu ver, ele está bem longe de ser punk. É um filme pra assistir sem pensar muito. Eu gostei, é legal, mas nada demais. Claro, que na época pelo que entendi fez muito sucesso e eu acho isso incrível! É bacana analisar os looks, a estética e até como as mulheres e meninas eram tratadas e agiam naquela época. Mas fora isso, não trás nenhum super assunto ou discussão mais voltado ao universo punk.

Suburbia (1984)


Sinopse do filme
Evan é um garoto de família desestruturada que sai de casa sem rumo e passa a integrar os T.R. (The Rejected), um grupo de punks que ocupa uma casa abandonada e vive basicamente de pequenos furtos. Alguns atos de vandalismo, porém, passam a incomodar profundamente a sociedade local, gerando cada vez mais violência de ambos os lados.

Sobre o filme
Com roteiro e direção de Penelope Spheeris, sim a mesma que dirigiu The Decline of Western Civilization, o filme mostra um grupo de adolescentes que por causa de diversos problemas em suas famílias fogem de suas casas e passam a morar todos juntos numa casa abandonada. Achei o filme bem pesado e desde o início tem algumas cenas ao meu ver chocantes. Mas também mostra bem a realidade de muitos adolescentes e famílias desestruturadas num geral. Uma coisa que aprendi vendo esses filmes é que o estilo punk dessa maneira que é retrato para além da música, é um lugar onde as pessoas desajustadas se refugiam, porém esse lugar nem sempre é o melhor lugar. Acho que retrata tudo o que não devemos seguir e para além disso, também mostra o quanto a sociedade, o governo, enfim, não oferece a ajuda necessária. De modo geral curti o filme, vale assistir e refletir.

Sid and Nancy (1986)


Sinopse do filme
Baixista do grupo Sex Pistols, ícone do punk rock inglês do final dos anos 70, Sid Vicious já vivia uma vida problemática e revoltada como bom artista punk. Mas seu comportamento só piorou depois de conhecer a jovem Nancy Spungen, com quem experimentou momentos de extrema loucura levando o casal a um final trágico.

Sobre o filme
Sem dúvidas esse é meu filme preferido dessa listinha, até já tinha feito um post sobre ele aqui. O mais doido é pensar que é uma história real. A vida e a história de "amor" entre Sid e Nancy foi muito, mas muito conturbada. Eles realmente vivam o lema "sexo, drogas e rock and roll". Sem dúvidas, é um filme clássico que todo mundo deve assistir. Além de mostrar muito dessa loucura punk, pra quem é fã, ver um pouco mais sobre os Sex Pistols também é um prato cheio.

SLC Punk! (1998)


Sinopse do filme
Dois jovens punks fãs de rock, Steven "Stevo" e Bob "Bob Heroína", os personagens são retratados com um estereótipo de jovens anarquistas punks em meados dos anos 1980, no estado de Utah, Salt Lake City (SLC). O filme teve sua estreia no Festival Sundance de Cinema.

Sobre o filme
Eu não sei se é porque assisti esse filme com sono ou o filme em si me deu sono, mas eu não entendi a história haha. Em resumo, mostra a vida de dois amigos punks que ao contrário dos outros filmes e documentários, eles vem de uma família relativamente estabilizada e com poder aquisitivo. Um dos protagonistas é super estudioso, sempre tirou boas notas, o outro tem medo de agulha e jamais usa drogas ou apoia o ato. O filme tem um toque de comédia e talvez até uma certa ironia. Não achei muitas críticas sobre esse filme, mas talvez precisasse que alguém me explicasse, pois realmente não vi muito sentido.

What We Do Is Secret (2007)


Sinopse do filme
A história real de Darby Crash, que se tornou um ícone do punk de Los Angeles com sua banda The Germs. Junto com Lorna Doom, Pat Smear e Don Bolles, Darby Crash transformou completamente a cena punk de Los Angeles, enquanto sacrificava todos que amava, sua carreira e finalmente, sua vida.

Sobre o filme
Conheci um pouco sobre o The Germs e o seu peculiar vocalista Darby Crash justamente ao assistir "The Decline of Western Civilization" que está na lista de filmes desse post. "What We Do Is Secret" conta a história do vocalista e sua banda, mostrando que ele já veio de uma família problemática (nenhuma novidade sobre o mundo punk até aqui), Darby era filho de uma mãe alcoólatra com um marinheiro sueco, que ele só foi conhecer quando adolescente. O irmão mais velho morreu de overdose de heroína, o que viria a acontecer com Crash anos depois, a diferença entre os dois é que Darby fez de propósito. Crash era viciado por círculos, o que explica o logo da The Germs.  O vocalista costumava fazer a marca da banda no braço ou ombro de alguém da plateia. Como? Cigarro! Além das queimaduras, ele curtia se cortar, pra entrar no palco sangrando.
Morreu de overdose aos 22, com apenas um álbum gravado. Pode parecer pouco, mas não é. “Forming/Sexboy“, EP da banda de 1977, é considerado a primeira gravação de punk rock em Los Angeles. O suicídio de Crash foi proposital. No filme mostra que ele disse a uma amiga que iria se matar, ela disse que também queria, juntos foram a casa dela, mas Darby injetou em sua amiga uma dose normal da droga, poupando sua vida, enquanto ele usou uma dose muito mais forte provocando assim sua morte. Porque fez isso? Talvez para ser idolatrado ou talvez só não aguentasse mais. Porém a morte de Darby recebeu pouca atenção da imprensa, sendo ofuscada pelo assassinato de John Lennon no mesmo dia. 
Loucura a vida do rapaz e ao mesmo tempo muito intrigante. Recomendo! Ah, um dos integrantes do The Germs, Pat Smear fez parte do Nirvana e também é o atual guitarrista do Foo Fighters.

We Are the Best! (2013)


Sinopse do filme
Bobo (Mira Barkhammar) e Klara (Mira Grosin) têm 12 anos e são amigas inseparáveis. Elas são fãs de punk e sentem-se deslocadas na escola e em suas famílias, já que todos dizem que o punk morreu. Um dia, como provocação a um grupo de garotos, elas resolvem montar uma banda. Não demora muito para que convidem para o grupo Hedvig (Liv LeMoyne), devido ao seu talento no violão. Entretanto, Hedvig é cristã e nada tem a ver com o estilo punk de ser, tendo que ser iniciada no movimento por Bobo e Klara. O roteirista e diretor Lukas Moodysson adaptou o filme da história em quadrinhos autobiográfica de sua esposa Coco, Never Goodnight.

Sobre o filme
Achei esse filme bonitinho, inspirador e ao mesmo tempo diferente, por se passar em Estocolmo, na capital da Suécia e também nota-se essa diferença no jogo de câmeras, na fotografia... é realmente diferente dos filmes americanos por assim dizer. Achei a história das três amigas bem interessante, primeiro porque aborda amizade, questões que enfrentamos na adolescência e claro é muito legal ver as meninas se interessarem pelo gênero punk e criarem sua própria banda como forma de revolução. O filme também faz várias críticas ao machismo, questão de gêneros, preconceitos e como as meninas são colocadas em uma caixinha pela sociedade desde muito novas; e a maneira que o diretor mostra tudo isso é algo muito bacana, porque é muito sútil e todas essas críticas podem passar despercebidas na histórias por ser algo que vivemos, infelizmente já com tanta naturalidade. Super recomendo para todas as idades!

 Green Room (2015)



Sinopse do filme
Pat faz parte de uma banda de punk que luta para ter sucesso. Para se tornar conhecida, a banda faz um show em um clube nos bosques de Oregon. Mas as coisas ficam muito estranhas quando depois do show a banda testemunha um assassinato.

Sobre o filme
Não gostei desse filme por ter violência demais e de filmes assim eu sempre passo longe. A banda aparece tocando só no início, quando vão fazer um show num bar neonazista e a partir daí é só violência. Achei bem pesado e por vários momentos senti uma falta de enredo na história. Até dei uma pesquisada em algumas críticas sobre esse filme e claro, tem alguns elementos interessantes, mas de maneira geral não me agradou.
__________________

Gostei muito de assistir à todos esses filmes e documentários, sair da zona de conforto, aprender mais sobre o punk, ver o punk sob diversas perspectivas... E como eu disse no início do post, deu trabalho fazer esse conteúdo heim!

Enfim, espero que tenham gostado e se já assistiram algum dos filmes ou se ficaram com vontade de assistir compartilhem comigo e compartilhem o post com a galera, eu agradeço hehe 🖤
 

Movie Time #23

em 13 de agosto de 2024


Dois Caipiras em Colombo


Informações Sobre o Filme
Ano de lançamento: 2024
Gênero: Comédia
Duração: 1h30m
País: Brasil
Direção: Samuel Rocha
Roteiro: Samuel Rocha

Sinopse do filme
A história segue as aventuras de Cráudio e Chiquinho, dois caipiras que deixam o interior em busca de uma vida melhor na cidade grande de Colombo. Mas, o que eles encontram é um turbilhão de confusões e situações hilárias enquanto tentam se adaptar à nova realidade urbana. Em meio às trapalhadas, eles descobrem a rica herança cultural italiana da cidade, vivenciando momentos inesquecíveis e extremamente divertidos. 

Sobre o filme
Produzido em 7 meses, "Dois Caipiras em Colombo" é um filme que promete diversão, risos e uma história cativante que celebra as raízes da cidade de Colombo, região metropolitana de Curitiba, no estado do Paraná. Ou seja, local onde eu vivo atualmente (porém meu maior sonho é sair de Colombo e ir literalmente morar na Capital 😅)
A cidade desempenha um papel fundamental na narrativa, com suas paisagens e locais icônicos que o público local além de reconhecer também se identifica. É a essência da cultura colombense que dá vida à trama, mostrando a riqueza das tradições locais e a forte influência da cultura italiana. As imagens deslumbrantes de Colombo oferecem ao filme uma ambientação única, repleta de pontos turísticos e locais icônicos, como praças, igrejas e parques. Ao destacar a beleza e a autenticidade dessa cidade, o filme busca não apenas entreter, mas também contribuir para a valorização e preservação das raízes culturais locais.

Minha mãe participa de um grupo de convivência de idosos, ela vai quase toda semana, passar a tarde com o pessoal que é muito animado. Lá, os senhores e senhoras jogam diversos jogos, cantam, dançam, fazer artesanato, conversam muito hehe, lancham, organizam e fazem passeios... Eu já fui algumas vezes em dias festivos e é um ambiente muito legal e acolhedor.
Um domingo aleatório minha mãe comentou que iria lá porque estaria um pessoal gravando um filme, eu como sempre fui das artes (sou formada inclusive em Produção de Áudio e Vídeo), não perdi tempo e fui junto bisbilhotar hehe. Lá eles gravaram uma cena, conheci a Etty Nandes, uma atriz que já fez diversos trabalhos (chique demais) e minha mãe fez a figuração dessa cena. Uma pena que no filme quase não dá pra vê-la, mas o importante é que ela estava lá haha e eu também! 🤭
Agora falando sobre o filme em si; eu adorei! Sem dúvidas superou minhas expectativas. É muito divertido, sensível, tem imagens belíssimas; juro, não imaginei que seria tão bem feito e como dito acima, não tem como assistir e não reconhecer os lugares. Inclusive tem até a participação de um colega que estudei junto na escola, muito bacana! Ah, e mesmo que você não more em Colombo, o filme ainda sim tem uma história muito legal e que vale a pena assistir.


Etty Nandes, mãe e eu.

O filme está disponível para todos verem e fica aqui a minha recomendação para vocês pegarem a pipoca e assistirem! Depois me conte o que acharam 🍿😉



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Movie Time #22

em 21 de novembro de 2023


Memória Vila Zumbi


Informações Sobre o Documentário
Ano de lançamento: 2023
Duração: 30m40s
País: Brasil
Direção: Cecília Sizanoski Sanchez, Chananda Lipszyc Buss e Thiago Bezerra Benites 
Roteiro: Cecilia Sizanoski Sanchez, Chananda Lipszyc Buss e Thiago Bezerra Benites
Gênero: Documentário

Sinopse do documentário
Surgida em 1991, a Vila Zumbi dos Palmares se formou à margem da BR-116, pela ocupação irregular em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O seu nome foi sugerido por Maria da Luz, uma das líderes da ocupação, que comparou a luta de Zumbi dos Palmares pela liberdade das pessoas negras à luta pelo direito à moradia. Em 2005, o espaço se tornou parte do “Programa Direito de Morar”, projeto de urbanização das favelas no Paraná, e recebeu investimentos de cerca de 20 milhões de reais do governo estadual para obras de saneamento, revitalização, urbanização e regularização fundiária.

O Memória Vila Zumbi, realizado pela Agência Escola UFPR (AE), acompanha atividades realizadas pelo projeto de extensão "Programa de Desenvolvimento Urbano e Regional: direitos sociais, inovação e disseminação de memórias de luta da Vila Zumbi dos Palmares (PDUR)". A iniciativa extensionista tem como ênfase as memórias comunitárias dos moradores, lideranças e gestores públicos da comunidade. Neste sentido, revelamos no curta-metragem as potencialidades do encontro entre a extensão universitária, a memória e a luta popular.

Sobre o documentário
E depois de tanto tempo, volto aqui com uma indicação um pouco diferente. Dessa vez no "Movie Time" venho sugerir um documentário e falar um pouco da minha relação com o tema.
Como dito na sinopse, a Vila Zumbi é uma 'favela' que fica em Colombo, região metropolitana de Curitiba e cidade onde eu moro atualmente. Cresci ouvindo que essa Vila era mesmo muito perigosa, nunca tinha ido para aqueles lados. Até que na busca frustrante e cansativa por um emprego em 2021, um parênteses aqui pra dizer que só quem vive o desemprego sabe o quanto isso nos desgasta, afeta nossa autoestima e nos trás inúmeros desafios; uma empresa que fica justamente nessa região entrou em contato comigo para uma vaga de trabalho, fiz a entrevista e passei. Estava desolada, sem esperança, ainda mais por estar mudando de área, não tinha experiência nesse novo ramo ainda, pós pandemia... aceitei!
Confesso que essa época foi muitooo difícil, primeiro porque o transporte era horrível. O último ônibus que passava era por volta das 8 da manhã e depois só ao final da tarde. Ou seja, se atrasar jamais. Quantas vezes na hora de ir embora ou ir para o curso na época, fiquei no ponto de ônibus sozinha no meio daquele lugar deserto. Cheguei a chorar inúmeras vezes. Não gostava do trabalho em si, era um lugar que não tinha absulutamente nada a ver comigo, muitas vezes me sentia inútil. Também não conseguia me aproximar das pessoas, me sentia totalmente deslocada.
Foi nessa época, em que eu mais precisei, que meu ex namorado me traiu e terminou comigo. Foi nessa época que em busca de tentar fazer algo, pedi para o meu pai ir todos os dias comigo me auxiliando a dirigir para tentar vencer meu medo. Ele gritava todos os dias comigo. Eu ia e voltava do trabalho chorando no carro. Foram dias insurpotáveis. 
Tenho um grande trauma dessa antiga empresa e dessa Vila por me trazer essas lembranças, tristes lembranças. 
Mas ao ler uma matéria falando que a UFPR havia feito um documentário sobre a Vila Zumbi fiquei bem tocada. De primeiro momento todos aqueles momentos ruins me vieram à cabeça, mas ao mesmo tempo achei sensacional em ver aquele lugar ganhando voz. Afinal, tem pessoas incríveis e admiráveis vivendo na Zumbi. 
Assisti reconhecendo todas aquelas ruas, assisti para tentar resignificar aquele lugar, do qual pretendo nunca mais voltar, mas que ao mesmo tempo não quero guardar um sentimento ruim atrelado aquelas pessoas que são tão batalhadoras. 
Mandei o documentário pra várias pessoas, minha mãe, popular do jeito que é, ficou mega feliz ao reconhecer no vídeo algumas amigas mensageiras da capelinho do bairro. 
Eu, como boa ex aluna da UFPR e formada em Audiovisual pelo IFPR, sem dúvidas achei um trabalho incrível. É muito bonito ver as gerações se conversando e mantendo a memória daquele lugar viva de uma forma positiva.
Sem dúvidas esse documentário mexeu comigo e eu não podia deixar de compartilhar aqui.
Esse post ficou muito mais pessoal do que o esperado, mas acho que arte é isso. É misturar a nossa vivência com algo bonito e que pode se transformar para melhor.

Recomendo demais assistir a esse trabalho, mesmo que você não seja de Curitiba e muito menos de Colombo. Mas a realidade mostrada no documentário que tem apenas 30 minutos representa a realidade de muitas regiões do Brasil.

Inclusive alguns moradores e as pessoas que participaram do filme, puderam assistir a estreia na Cinemateca de Curitiba. Uma ação muitoo legal, caso queira saber mais sobre isso, leia a matéria: Sessão exclusiva na Cinemateca exibe dois documentários sobre a Vila Zumbi dos Palmares.

Espero que gostem! 😍

Créditos

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Movie Time #21

em 10 de abril de 2023


Daisy Jones and The Six

Informações sobre a série
Ano de lançamento: 2023
Gênero: Drama / Musical
Duração: 1 temporada com 10 episódios 
País: Estados Unidos
Direção: James Ponsoldt, Nzingha Stewart, Will Graham
Roteiro: Taylor Jenkins Reid, Charmaine DeGraté, Scott Neustadter, Michael H. Weber, Nora Kirkpatrick

Sinopse da série
Todo mundo conhece Daisy Jones & The Six. Nos anos setenta, dominavam as paradas de sucesso, faziam shows para plateias lotadas e conquistavam milhões de fãs. Eram a voz de uma geração. Mas no dia 12 de julho de 1979, no último show da turnê Aurora, eles se separaram. E ninguém nunca soube por quê. Até agora.
Esta é história de uma menina de Los Angeles que sonhava em ser uma estrela do rock e de uma banda que também almejava seu lugar ao sol. E de tudo o que aconteceu - o sexo, as drogas, os conflitos e os dramas - quando um produtor apostou que juntos poderiam se tornar lendas da música. Neste romance inesquecível narrado a partir de entrevistas, Taylor Jenkins Reid reconstitui a trajetória de uma banda fictícia com a intensidade presente nos melhores backstages do rock'n'roll.

Sobre a série
Uma série obrigatória pra quem ama música! Tem a vibe de "Quase Famoso" (filme), de "I'm With The Band" (livro), inclusive a série é uma adaptação do livro de mesmo nome da autora Taylor Jenkins Reid. E como diz a sinopse mostra o backstage conturbado da banda Daisy Jones & The Six. É muito legal ver a história de cada personagem, eu amo séries e filmes que apesar de terem fortes protagonistas, também mostra muito da vida dos demais personagens e como tudo se complementa. Apesar de ter gostado muitoo da série, me gerou alguns gatilhos, já que a namorada e depois esposa do Billy é traída, tem várias discussões entre ela e a Daisy... Mas não quero dar muitos spoilers hehe. A série tem muitas curiosidades, entre elas é que de fato os atores cantam mesmo na série; a atriz que interpreta a Daisy se chama Riley Keough e ela é neta do Elvis Presley, isso mesmo!! Esta foi a primeira vez da atriz cantando profissionalmente. Já o ator que interpreta Billy se chama Sam Claflin, ele foi rejeitado nas audições de “Os Miseráveis” e “Cats”, e isso quase se repetiu em Daisy Jones. A primeira audição para interpretar o personagem Billy Dunne foi bem ruim, mas o showrunner quis dar mais uma chance e ele acabou arrasando no teste. O ator precisou aprender a cantar e tocar guitarra por conta da série, além de precisar emagrecer para dar vida ao personagem em sua fase de vícios. Já a atriz Camila Morrone que interpreta a personagem de mesmo nome, é argentina e já foi namorada do Leonardo DiCaprio.
Uma coisa super legal é que cada episódio tem o nome de uma música, inclusive as músicas que a banda canta e toca na série viraram de fato um álbum, se chama “Aurora”. Blake Mills, músico que já trabalhou com artistas como John Legend e Lana Del Rey, liderou a produção do álbum, que tem composições de Phoebe Bridgers, Jackson Browne e Marcus Mumford.
Como é normal de acontecer, a série tem algumas diferenças do livro, mas pelo que eu vi as pessoas comentando, inclusive conversei com a minha amiga Manu que leu o livro, as diferenças não são tão gritantes assim. 
Uma coisa bem doida também é que a série é tão real que muitas pessoas passaram a acreditar que de fato a banda existiu. Inclusive existem boatos de que a banda criada para a série pode sair em turnê na vida real, também existem especulações de uma segunda temporada, mesmo sem ter um livro como continuação... Só nos resta aguardar hehe!
Enfim, é uma série incrível pra quem ama música e o mundo por trás do rock'n'roll, sem contar os figurinos, a fotografia... Tudo é muito bonito. 
Tentei falar mais sobre as curiosidades que eu achei interessante e tentar não dar spoiler hehe; mas ainda sim vou deixar váriooos trechos da série aqui em baixo. Tem muita frase boa, que mexeu comigo, então quero compartilhar com vocês. 
Se assistirem por favor, me contem a opinião de vocês 😉




























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Movie Time #20

em 21 de março de 2023



Coração de Neon

Informações Sobre o Filme
Ano de lançamento: 2023
Gênero: Drama
Duração: 1h40m
País: Brasil
Direção: Lucas Estevan Soares
Roteiro: Lucas Estevan Soares

Sinopse do filme
No Boqueirão, um dos bairros mais populosos de Curitiba, o jovem Fernando trabalha com o pai, Lau, em um carro de telemensagem chamado Coração de Neon. Juntos eles sonham em levar o carro até os Estados Unidos. Após uma performance que terminou de forma trágica, a vida de Fernando muda completamente e ele inicia uma jornada alucinante e cheia de reviravoltas em busca de seus sonhos. Assim como na realidade, a história de Fernando passa por altos e baixos, por ação, romance e drama. Por meio de gírias, costumes e cultura local, o bairro de Boqueirão (ou Boquera, para os íntimos) mostra um retrato do Brasil com sotaque curitibano.

Sobre o filme
Em um dia aleatório vi uma reportagem passando no jornal da TV onde mostrava que estava sendo gravado um filme em Curitiba e o pouco que eu vi já achei sensacional. Primeiro porque tento valorizar a cena local, acho incrível ver a riqueza artística que temos em Curitiba e segundo porque o pouco que vi sobre o filme me pareceu muito interessante; um carro cheio de luzes neon, lindo demais. Ok, o tempo passou e nesse mês entrou finalmente em cartaz no cinema o filme prontinho!!
Claro que quis prestigiar nossa cena e chamei minha amiga Manu pra ir ver comigo. Ela super parceira aceitou e fomos sem ver trailer, nem nada. E olha só, nos surpreendeu de uma maneira incrível! Primeiro que como dito alí na sinopse é muito legal ver as gírias curitibanas, ver os lugares que andamos, os ônibus clássicos da região, as situações que só quem vive de fato a cidade conhece e entende. A gente assistia e a cada cena dávamos risadas nos identificando hahaha. A história do filme é algo espetacular, SÉRIO! Vi muitas pessoas comentando que achavam que era uma coisa e ao assistir ficavam surpresas do que o filme trata. Inclusive eu fiquei totalmente chocada com as reviravoltas que o filme dá em vários momentos. São vários plot twists ao longo do filme e o que a sinopse fala, não demostra metade do que acontece no filme. 
Além de temas muito importantes, delicados, sérios e que precisam muito ser discutidos, você se envolve com os personagens de uma maneira muito interessante, ao mesmo tempo que nos mostra que ninguém é tão ruim ou tão bom assim.
A fotografia é impecável, o carro cheio de neon dá todo um chame nas cenas noturnas, é de encher os olhos. A trilha sonora também não deixa por menos, se encaixando muito bem em cada sentimento que a cena precisa passar ao telespectador. 
Destaque para o ator principal Lucas Estevan Soares que também foi o roteirista, diretor e mais um monteeee de funções que ele teve no filme. Sério, nos créditos finais e nas cenas de making of que são mostradas no encerramento, ele aparece em tudo e fazendo tudo! Eu fico imaginando o quão difícil não foi atuar e dirigir ao mesmo tempo. Não é pra qualquer um.
Já assisti muitos filmes gravados em Curitiba, como Circular, Estômago, entre outros, mas sem dúvidas Coração de Neon já entrou para a minha lista de filmes preferidos.

O filme está em mais de 150 salas de cinema de todo o Brasil. 
Apoie o cinema brasileiro, apoie o cinema curitibano. Assista Coração de Neon no cinema da sua cidade. 




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